Ricardo exonera mulher vítima de casa incendiada em Guarabira e nomeia pessoas com salários de até R$ 12.600



Dona Lidiane Francisca, servidora da escola estadual Monsenhor Emiliano de Cristo – colégio Polivalente de Guarabira teve o seu contracheque zerado e o seu nome na lista das inúmeras pessoas que foram exoneradas, neste primeiro semestre de 2014, pelo governador Ricardo Coutinho, aquele mesmo que há bem pouco tempo assegurou que não perseguiria ‘PS’, ou seja, prestador de serviço. Sendo uma prática ‘normal’ demitir nesse governo alaranjado, se os vitimados não tivessem votado nele, nem fossem servidoras grávidas, nem aquelas que têm filhos portadores de necessidades especiais, e nem como a dona Lidiane que dava o seu expediente direitinho e, que há menos de dois anos perdeu um filho, que morreu vítima de um trágico incêndio em sua casa na comunidade de Tabocas, na zona rural de Guarabira – fato conhecido pelos asseclas do governo estadual na cidade.

Nessa quinta-feira (03), dona Lidiane procurou a equipe do Jornal da Manhã da Rádio Constelação FM de Guarabira, para informar da sua exoneração e de que o seu contracheque veio zerado, ficando sem receber pelo mês trabalhado (junho). Ela disse ao repórter Zé Roberto que foi até a 2ª Gerência Regional de Ensino, quando conversou com professor Belarmino Mariano (gerente regional) sobre o assunto, que segundo a mulher, ele perguntou se o nome dela ‘estava na lista’, a mesma respondeu que ‘sim’. E, que ouviu do gerente o seguinte: ‘então a senhora está demitida; já tem gente na sua vaga. ’  

Lidiane mora em casa alugada por ter perdido a sua no incêndio e tem dois filhos menores de idade, sendo um de 9 e outro de 11 anos. Além do filho que morreu carbonizado, antes já teve outro filho que faleceu de morte natural e, ainda o seu primeiro marido que foi assassinado. Mesmo com todo este drama na vida da ex-servidora, os que conhecem a mesma e são ligados ao governo não deram importância para isso, pedindo a ‘cabeça’ dela de sua função, sem ela saber o porquê.

Enquanto a ‘laranja mecânica oficial’ paraibana demite os pequenos prestadores de serviços, que recebiam apenas um salário mínimo, ao mesmo tempo faz nomeações para atender aliados de última hora com salários de R$ 9.600 a R$ 12.600, conforme reza o Diário Oficial da última quarta-feira (02).

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